O perfil do paciente mudou e o consultório precisa acompanhar. O astigmatismo deixou de ser tratado como um detalhe da refração e passou a exigir soluções mais precisas para quem quer estabilidade visual ao longo do dia, conforto prolongado e adaptação rápida, sem oscilações, sombras ou aquela sensação de lente presente no olho.
Foi essa demanda que impulsionou a evolução das lentes tóricas, que hoje oferecem muito mais previsibilidade clínica do que no passado.
Além do grau cilíndrico.
A performance visual depende diretamente da estabilidade rotacional da lente, da interação com a pálpebra, da qualidade do filme lacrimal e da forma como a lente se comporta ao longo do dia.
Quando esses fatores não estão bem equilibrados, os sintomas aparecem rápido:
- visão flutuante
- perda de nitidez em determinados momentos
- sensação de sombra ou distorção
- baixa tolerância ao uso prolongado
Por isso, durante muitos anos, lentes tóricas eram um pouco mais difíceis de adaptar. Não por falta de indicação, mas por limitações tecnológicas que hoje já foram superadas.
O que mudou na evolução das lentes tóricas?
A evolução das lentes tóricas aconteceu de forma consistente em três pilares principais.
- Design óptico mais preciso
As novas gerações de lentes tóricas são desenhadas considerando o comportamento real da lente no olho. Isso inclui:
- flexão da lente durante o piscar
- influência do filme lacrimal
- dinâmica palpebral ao longo do dia
O resultado é uma correção cilíndrica mais estável, com manutenção do eixo e melhor qualidade visual, mesmo em uso prolongado.
- Estabilidade rotacional eficiente
Os sistemas de estabilização evoluíram significativamente. Hoje, as lentes tóricas contam com geometrias otimizadas, distribuição inteligente de espessura e designs que mantém a lente alinhada ao eixo correto, mesmo durante movimentos oculares rápidos ou piscadas frequentes.
Menos rotação significa:
- visão mais consistente
- menos necessidade de ajustes
- maior previsibilidade no resultado clínico
- Materiais mais confortáveis e saudáveis
Materiais hidrofílicos e silicone hidrogel de alto desempenho trouxeram ganhos claros:
- melhor transmissão de oxigênio
- menor módulo, reduzindo a sensação de corpo estranho
- maior retenção de hidratação
Esses fatores impactam diretamente a adaptação, especialmente em pacientes que já apresentavam dificuldade com lentes convencionais ou desconforto ao final do dia.

Quando indicar lentes tóricas?
A indicação começa antes da refração final. As lentes tóricas são especialmente recomendadas para pacientes que:
- apresentam astigmatismo clinicamente significativo
- relatam visão embaçada ou distorcida com lentes esféricas
- buscam qualidade visual estável ao longo do dia
- têm rotina ativa, com uso intenso de telas e atividades dinâmicas
- valorizam conforto e previsibilidade, não apenas acuidade em ambiente controlado
Pacientes que já tentaram compensação esférica e não ficaram satisfeitos costumam perceber melhora clara ao migrar para uma lente tórica bem adaptada.
Já em casos de filme lacrimal muito instável, irregularidades corneanas importantes ou baixa adesão ao uso correto das lentes, a indicação deve ser avaliada com mais cautela.
Alinhamento de expectativa também é parte do processo.
Mesmo com toda a evolução tecnológica, alinhar expectativa continua essencial. O paciente precisa entender que:
- pequenas percepções iniciais fazem parte da adaptação
- estabilidade melhora conforme o uso correto
- o acompanhamento nas primeiras semanas é fundamental
Quando o paciente entende o processo, a taxa de sucesso aumenta e o nível de satisfação acompanha.
A evolução das lentes tóricas só se traduz em bons resultados quando o oftalmologista tem acesso a opções confiáveis, parâmetros bem resolvidos e qualidade consistente de produto. É nesse ponto que o portfólio da Central Oftálmica se posiciona como apoio estratégico à prática clínica.
A Central oferece lentes tóricas desenvolvidas para unir estabilidade rotacional, conforto e qualidade óptica, atendendo diferentes perfis de pacientes com astigmatismo.
A Silidrogel Tórica Super, por exemplo, reúne características essenciais para uma adaptação mais previsível: desenho inteligente com ajuste de curvatura específico para cada parâmetro, controle eficiente do cilindro, favorecendo estabilidade do eixo, material com módulo mais baixo, aumentando conforto no uso prolongado, borda arredondada, reduzindo interação com a pálpebra
Essa combinação impacta diretamente na satisfação do paciente e na redução de retornos por queixas de instabilidade ou desconforto.
Além disso, trabalhar com lentes tóricas de alta performance permite ao médico corrigir o astigmatismo de forma mais precisa, sem recorrer a soluções paliativas que comprometem a experiência visual.

Tecnologia como aliada da decisão clínica.
Hoje, as lentes tóricas deixaram de ser uma alternativa limitada e passaram a ocupar um papel central na correção do astigmatismo. Quando bem indicadas, associadas a materiais modernos e acompanhadas de perto, entregam conforto, estabilidade e qualidade visual consistentes.
Astigmatismo não precisa mais ser um obstáculo para uma visão nítida e confortável. Com tecnologia, critérios clínicos bem definidos e parceria certa, o resultado aparece no consultório e na vida do paciente.
Quer ampliar as possibilidades de correção do astigmatismo no seu consultório com mais previsibilidade e conforto?
Conheça o portfólio de lentes tóricas da Central Oftálmica e conte com tecnologia, suporte e soluções pensadas para facilitar a sua prática clínica.
Central Oftálmica — Qualidade é o nosso foco.
Fonte das imagens:
Autora e publicação: Brunna Gambarini.
Aprovação: Ana Beatriz Bittencourt.




